POLÍCIA

Servidora é presa suspeita de furtar mais de 200 armas em delegacia no Barreiro, em BH

Uma servidora administrativa foi presa, na noite de domingo (9), suspeita de furtar 220 armas da 1ª Delegacia do Barreiro, em Belo Horizonte. Conforme informou a Polícia Civil (PCMG) nesta segunda (10), ela era a única pessoa que tinha acesso ao local onde o armamento era guardado. Apesar de ter sido presa pela Corregedoria da corporação, a mulher não é policial. 

Segundo a PCMG, foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra a mulher. A suspeita foi encaminhada ao sistema prisional e os materiais apreendidos foram direcionados à perícia técnica. A polícia não detalhou se as armas foram recuperadas.

“Por fim, a PCMG ainda informa que procedimento de correição administrativa já está em curso para as devidas responsabilizações das irregularidades constatadas”, disse o delegado Aloísio Daniel Fagundes, chefe da comunicação da PCMG.

O esquema foi descoberto após a apreensão de uma arma em uma ocorrência de rotina registrada na cidade de Contagem, na região metropolitana. Ao registrarem o artefato, policiais constataram no sistema que a arma já havia sido confiscada anteriormente pela polícia e deveria estar sob a custódia da instituição.

Diante da inconsistência, foi realizada uma checagem das armas apreendidas na unidade localizada no bairro Jardinópolis, revelando que outros artefatos também haviam sido desviados. Inicialmente, cogitou-se a hipótese de invasão à delegacia ou envolvimento de alguma organização criminosa.

Crítica do sindicato

O Sindicato dos Servidores da Polícia Civil de Minas Gerais (Sindpol) criticou a situação, alegando que o caso é uma consequência da ausência de Centrais de Cadeia de Custódia no estado.

Em nota, o sindicato afirmou: “A questão central a ser debatida nesse fato é a não observância da Cadeia de Custódia dos vestígios criminais. Estas armas não deveriam estar acauteladas naquela unidade policial, deveriam estar na central de custódia”.

O Sindpol mencionou que o pacote anticrime estabeleceu a necessidade dessas centrais em 2019, mas, passados seis anos, armas e drogas continuam acauteladas em unidades policiais “sem o devido cuidado com a cadeia de custódia”.

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