ECONOMIA

Comércio em Minas Gerais recua 2,8% em dezembro

Na passagem de novembro para dezembro de 2019, na série com ajuste sazonal, o
volume de vendas do comércio varejista em Minas Gerais apresentou um recuo de 2,8%. A taxa média nacional de vendas do varejo recuou 0,1%, com predomínio de resultados negativos em 18 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Roraima (-13,8%), Rondônia (-9,5%) e Acre (-8,2%). Por outro lado, pressionando positivamente, destacam-se: Rio Grande do Sul (3,5%), Amapá (2,0%) e Rio de Janeiro (1,7%).
Na comparação com o mesmo período do ano anterior, a variação das vendas
do comércio varejista em Minas Gerais foi de 2,4%, um pouco abaixo da média nacional (2,6%).
Houve predomínio de resultados positivos em 18 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Amapá (38,7%), Paraíba (10,0%) e Tocantins (8,5%). Por outro lado, pressionando negativamente, figuram nove das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Rondônia (-6,8%), Ceará (-2,8%) e Paraná (-2,8%).
Na variação acumulada no ano, observa-se que o indicador do comércio varejista
nacional foi de 1,8%, sendo que 19 das 27 Unidades de Federação apresentaram indicadores positivos, com destaque para Amapá (16,6%), Santa Catarina (8,6%), Amazonas (7,9%) e Tocantins (6,1%). Já Minas Gerais apresentou acumulado no ano de 1,0%.
Em síntese, o varejo nacional, em dezembro de 2019, ao registrar variação de -0,1% na
comparação com o mês imediatamente anterior, série ajustada sazonalmente, interrompeu sequência de sete meses consecutivos de avanço nas vendas. Com isso, o varejo acumulou ganho de 3,5% levando o patamar das vendas a se estabilizar próximo à menor distância do nível recorde alcançado (novembro de 2019) em outubro de 2014. Vale destacar que dezembro de 2019 teve um dia útil a mais do que igual mês do ano anterior.
Na análise semestral, o varejo mostrou maior dinamismo no segundo semestre de 2019
(3,3%), comparado ao primeiro semestre do ano (0,6%), todas as comparações contra igual período do ano. Setorialmente, esse ganho de ritmo entre o primeiro e o segundo semestre foi observado pela maioria das atividades, à exceção de Veículos, motos, partes e peças. Com isso, no fechamento do ano de 2019, o varejo assinalou avanço de 1,8%, após avanços de 2,1% em 2017 e de 2,3% em 2018. Com esse resultado, o varejo sustenta crescimento pelo terceiro ano consecutivo, período que acumula ganho de 6,3%, porém ainda não compensou a perda de 10,2%, acumulada entre 2015 e 2016.
De acordo com o Quadro 1, em Minas Gerais, as atividades que se destacaram com
variações positivas, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, para o comércio varejista, foram: Móveis (32,1%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (23,4%), Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (18,0%), Eletrodomésticos (10,8%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (9,5%). Por outro lado, o setor de livros, jornais, revistas e papelaria (-9%), combustíveis e lubrificantes (-5,5%) e hipermercados e supermercados (-4,1%) se destacam com as maiores reduções, em termos de magnitude, quando comparados com o mesmo período do ano anterior. Já no comércio varejista ampliado, o setor de veículos, motocicletas, partes e peças apresentou avanço de 5,1% e o setor de material de construção avanço de 19,1%.

IBGE

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