ECONOMIA

FIEMG vê risco de aumento de custos com aprovação do fim da escala 6×1

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) manifestou preocupação com a aprovação da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 e a redução da jornada semanal. Para a entidade, a mudança pode elevar os custos das empresas, afetar a competitividade e trazer consequências para a manutenção dos empregos formais.

Antes da votação, a Federação entregou aos senadores um documento técnico com argumentos contrários à proposta. Entre os pontos levantados estão os possíveis impactos sobre setores que dependem de um grande número de trabalhadores, além de questões relacionadas à segurança jurídica e aos acordos coletivos já firmados.

O presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, criticou a aprovação da medida e questionou a falta de um debate mais aprofundado sobre os efeitos econômicos da mudança. Segundo ele, a redução da jornada sem diminuição proporcional dos salários e sem aumento de produtividade pode elevar o custo da hora trabalhada.

“Sem aumento de produtividade, reduzir a jornada mantendo integralmente os salários significa aumentar o custo da hora trabalhada. Isso pressiona as empresas, reduz a competitividade e acaba chegando ao cidadão por meio de produtos e serviços mais caros”, afirmou Roscoe.

A Federação também aponta que uma mudança uniforme nas regras de jornada pode desconsiderar as diferenças entre atividades econômicas. Na avaliação da entidade, setores como indústria, comércio e serviços têm necessidades distintas de organização do trabalho.

Outro ponto levantado pela FIEMG é a preservação dos acordos e convenções coletivas entre empregadores e trabalhadores. A entidade defende que a negociação coletiva continue sendo utilizada para estabelecer jornadas e escalas de acordo com as particularidades de cada setor.

Com a aprovação da proposta, a Federação pede que os próximos passos da tramitação considerem os possíveis efeitos econômicos e sociais da medida. A entidade também defende que sejam mantidos mecanismos de negociação entre empresas e trabalhadores.

A FIEMG ainda critica o momento da votação, próximo ao calendário eleitoral, e classifica a proposta como eleitoreira. Os possíveis impactos citados pela Federação, no entanto, são avaliações da entidade sobre os efeitos da mudança na jornada de trabalho.

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