O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), assumirá o comando do Estado em 2027 enfrentando um cenário fiscal mais desafiogador do que o estimado inicialmente. Uma retificação da Lei Orçamentária Anual (LOA), enviada pelo atual governador Mateus Simões (PSD) à Assembleia Legislativa (ALMG), elevou a projeção de déficit financeiro para R$ 10,51 bilhões.
Os números do Orçamento para 2027
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Receitas estimadas: R$ 144,99 bilhões
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Despesas fixadas: R$ 155,50 bilhões
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Déficit projetado: R$ 10,51 bilhões (quase 20% acima dos R$ 8,87 bilhões previstos inicialmente em setembro)
O que motivou o aumento do rombo?
O salto de R$ 1,64 bilhão na projeção do déficit ocorreu devido à expansão das despesas estaduais. Entre os fatores que pesaram no orçamento estão:
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O crescimento vegetativo da folha de pagamento do funcionalismo público.
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Elevação dos gastos constitucionais obrigatórios em áreas essenciais como saúde, educação e pesquisa.
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Maiores despesas com juros e amortização da dívida pública.
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Ajustes em emendas de blocos e bancadas, além de custos voltados para a segurança pública e despesas de outros Poderes.
Comparação com anos anteriores
O cenário fiscal evidencia uma piora gradual nas contas públicas mineiras em relação aos exercícios passados:
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LOA de 2026: O déficit previsto era de R$ 5,22 bilhões (menos da metade da projeção atual para 2027), impulsionado por receitas menores e despesas em alta.
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LDO de 2027: Sancionada em agosto, a Lei de Diretrizes Orçamentárias apontava inicialmente um saldo negativo de R$ 7,67 bilhões (com R$ 142,79 bilhões em receitas e R$ 150,46 bilhões em despesas).



